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25
2010
Entrevista com Tarcízio Silva da PaperCliQ

Olá caros leitores, então resolvi começar uma Série de entrevistas aqui no blog com aquelas pessoas que tem se destacado dentro da Área de Mídias Sociais e Marketing Digital no Brasil, Toda quinta-feira teremos um entrevista com algumas dessa pessoas, espero que todos gostem, pois será de grande valia a opinião dessas pessoas para aumentarmos a nossa bagagem de conhecimento.
Tarcízio Silva
Ele é mestrando no PPGCCC-UFBa, diretor daPaperCliQ, coordenador da CampiDigital, membro do GITS e blogueiro no Blog Mídias Sociais. Formado em Comunicação pela UFBa em 2009. Foi bolsista do Petcom, começou sua produção com revistas impressas (Fraude, Lupa) e criou o blog Imagem, Papel e Fúria, sobre comunicação visual, design e arte.
Enquanto foi pesquisador no Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais (UFBA/Propeg) desenvolveu relatórios, artigos e apresentações sobre mídias sociais: Publicidade em Redes Sociais;Publicidade em Vídeo Online; Politics 2.0 – A Campanha Digital de Obama (artigo e case); Otimização de Mídias Sociais; e Comércio Eletrônico e Mídias Sociais. Trabalhou com assessoria de comunicação digital naJanela do Mundo e foi planner e redator de mídias digitais na agência de propaganda Ideia 3. Siga Tarcízio no Twitter @tarushijio.
Vamos a Entrevista:
1 – Qual foi a necessidade que você viu no Mercado quando Fundou a PaperCliQ ?
Resposta: No início de 2008, eu e um colega também bolsista do recém-criado Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais (parceria da UFBA e Propeg) realizamos um mapeamento das agências digitais daqui da Bahia, de alguns outros estados e fizemos uma comparação destas agências entre si e com algumas agências internacionais, a partir de nossas pesquisas. Chegamos à conclusão de que existia um espaço a ser preenchido no mercado regional, especialmente na área de mídias sociais.
Cerca de um ano depois, formando, convidei mais outros dois profissionais e montamos a PaperCliQ. Coloque mais dez meses aí e a agência já vem se destacando aos poucos como possuidora de expertise teórica e prática (âmbitos síncronos e indissociáveis) de comunicação digital.
2 - Você acha que os responsáveis pela área de Marketing de grandes empresas vêem dificuldade em usar as Mídias Sociais ou simplesmente porque eles acham perda de tempo e não vêem resultado?
Resposta: Acho que acontece ainda na maioria das grandes, médias e pequenas empresas. É preciso que os profissionais de marketing das grandes e médias empresas estejam sempre se atualizando, assim como os publicitários, assessores, RP’s e agências de cada área da comunicação. Quando os profissionais de marketing ou, quando não existem, os donos das empresas possuem essa consciência, fica tudo mais fácil para ambos os lados. E, dessa forma, se constroem resultados bons para empresas e comunicadores.
Imaginar dificuldade em usar mídias sociais e a suposta falta de resultado estão imbricados. É preciso que as agências de mídias sociais tenham consciência disso e façam o possível para conscientizar gestores e profissionais de marketing. Isso pode ser feito através da produção e publicação de conteúdo sobre as mídias sociais, promoção de eventos, desenvolvimento de metodologias e, sobretudo, da apresentação sistemática, didática e clara de resultados.
3 – Em relação às Novas Mídias que estão surgindo, Qual a sua visão sobre Profissional de Marketing Dinossauro?
Resposta: Esse profissional que hoje você chama de “dinossauro” sempre vai existir, na verdade. Não do jeito com que parece hoje, exatamente. Mas profissionais “ultrapassados” sempre existirão. O cara que hoje é referência na área de mídias sociais busca ou programação, daqui a 10, 15 anos, pode ser o novo dinossauro.
A grande questão é que alguns vão se renovar e inovar aprendendo. Se você me perguntasse qual é a grande característica de um bom profissional de mídias sociais, eu lhe responderia que é o autodidatismo. Mas isso eu suponho que seja para qualquer área ou profissão. Na comunicação digital, entretanto, é um diferencial maior ainda.
A cultura e a relação entre sociedade e tecnologia se transformam a cada dia. Ou seja, além de aprender as dinâmicas psicológicas e sociais mais básicas dos seres humanos, é preciso aprender também a continuar observando e aprendendo. O profissional de marketing dinossauro é aquele que não atentou para isso. E, com certeza, muitos do que hoje são mais “evoluídos”, se acomodarão em algum momento e serão os novos dinossauros da próxima geração.
4 – Quais os benefícios que as Mídias Sociais oferecem para empresas, que você considera os mais importantes? Um ou dois exemplos!
Resposta: Complicado falar apenas de um ou dois exemplos de como as mídias sociais podem beneficiar as empresas. Vou começar então com o benefício que acho que deve ser o primeiro para qualquer empresa que deseje atuar de forma ativa nas mídias sociais. É o acesso à informação rica, mutante e atualizada na web.
Usuários comuns, que hoje são cada vez mais “prosumers”, produzem conteúdo a cada dia. Interações bidirecionais, postagens de blogs, memes de todos os tipos, edições de conteúdo, paródias, críticas de produtos, elogios a produtos, mobilizações, vídeos etc… Em vários níveis de formatos, posicionamentos e tipo de comunicação, é possível angariar informações que podem ajudar as empresas a se aperfeiçoarem.
Monitorar citações à própria marca, aos concorrentes, à assuntos relacionados da área de atuação da empresa ou observar os clientes-alvos ou consumidores pode servir de insumo para desenvolver melhores produtos, otimizar a comunicação e descobrir oportunidades. A partir da coleta de informações sobre a própria empresa e sobre o cenário, esta pode entrar com uma voz própria nas mídias sociais. E, a partir daí, relacionar-se com os outros usuários, em busca de alcançar seus objetivos comerciais e simbólicos.
5 – Com toda está onda de Web 2.0, você acha que muitas empresas irão se adaptar a essa tendência?
Resposta: A rigor, muitas empresas já estão se adaptando. A questão é saber se a maioria irá chegar a se adaptar de uma forma positiva? Acho que sim. Os padrões de consumo estão mudando. Aparentemente, os consumidores estão percebendo a importância e benefícios de se posicionarem-se mais ativamente junto às empresas com as quais se relacionam, chegando a tornarem-se até mesmo co-produtores.
Mas quando isso acontecer, o cenário da comunicação digital já vai ser bem diferente do que é hoje. E, talvez, os inovadores de hoje sejam os dinossauros de amanhã e as inquietações e tendências sejam outras.
6 – No atual cenário da Web, estamos vivendo um momento de loucura “twitteriana”. É uma ferramenta que você recomendaria mais do que outras? Que mudanças você acha Twitter deverá implementar no futuro?
Resposta: Não recomendaria mais que outras, pois o mix de mídia depende de cada empresa e cada posicionamento desejado. Mas o fato é que, nos países onde o Twitter é muito utilizado, ele se torna uma ótima fonte de informação sobre os consumidores, assim como oferece um leque de possibilidades de alcançar estes consumidores.
Sobre as mudanças que implementará, é bem difícil dizer. Acredito que o Twitter ofereça mais incentivos para que os usuários permitam que seus tweets sejam geolocalizados, o que pode ser base para novas funcionalidades.
7 - Muitas Marcas que estão começando a trabalhar em Mídias Sociais têm a mentalidade que trabalhar nessas Redes é só ficar olhando os números do Twitter e Facebook. Qual sua opinião sobre isso? Você acha que isso Realmente acontece?
Resposta: Com certeza não basta pensar em números absolutos. O Orkut, Twitter e Facebook são os maiores sites de redes sociais no Brasil? Sim. Mas isso pode não significar muita coisa para alguns dos objetivos das empresas. É preciso, antes de tudo, ter um plano de marketing claro e eficiente.
A partir daí, ir para cada mídia e espaço, respeitando suas características. E, além disso, sabendo mensurar ações e táticas. E isso vai muito além de números de seguidores ou fãs. Mesmo que não existissem modos de mensuração, basta estudar um pouquinho cada mídia social e se torna possível perceber como avaliar o engajamento.
8 - Todas as entrevistas acabam com a mesmo pergunta. Pra quem está começando a Trabalhar em Mídias Sociais, qual o Recado que você deixa?
Resposta: Seja autodidata. As mídias sociais são um campo de trabalho muito promissor por causa das possibilidades que a web oferece. E, dentre elas, muito material para se aprender. E se aprender lendo, vendo, ouvindo, conversando e fazendo.
Junto a experiências de estágios em empresas de comunicação, jornalismo, rp, publicidade ou qual seja a especialidade de quem está começando, é possível aprender muito “sozinho”. E, no fundo, não é sozinho de verdade. É com o blogueiro fulano, o professor sicrano ou o profissional beltrano. Usem o poder das mídias sociais para aprender socialmente.
Considerações Finais:
Nessa entrevista com o Tarcízio a parte que achei mais interessante foi quando mencionei, sobre a fundação a PaperCliq, em si é interessante pois a partir de uma pesquisa , ele obteve dados importantes e com isso descobriu que existia uma lacuna na área de Mídias Sociais , poucas vezes vi um profissional abrir uma agência a partir de uma pesquisa, fica a dica ai pra nova geração.
Espero que Tenham Gostado da Entrevista e até a próxima.
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Por Bruno




















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